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Entrevista – Flávio Bolsonaro – parte 1

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O Jornal Almar tem como objetivo levar o conhecimento da Realidade (que, por incrível que possa parecer, tanto não pode ser percebido pelos sentidos, quanto é ignorado por todas as instituições humanas) mas de forma leve, agradável, mesmo divertida. Através de textos atuais, personagens fictícios, discussão do que acontece no mundo das pessoas e todas as formas que forem possíveis e necessárias para levar a Realidade aos seres humanos, porque não podem mais continuar ignorantes dela.

O Deputado Estadual Flávio Bolsonaro concedeu uma entrevista à Revista Almar em 2011, no auge da grave dos bombeiros, momento bastante tenso do governo do Estado. Como a publicação não possuía versão online, não foi publicada na internet. Pode-se considerar, portanto, uma inédita e exclusiva entrevista.

 

-Parte 1-

 

O que está acontecendo com os bombeiros? Porque chegou a esse ponto?

Na verdade, é o seguinte: é um movimento que se iniciou nas praças dos bombeiros motivado pela necessidade, os bombeiros e os policiais do Rio são o pior salário do Brasil, e o governo tem tentado levar essas necessidades na base dos abonos, das gratificações. Isso atinge os ativos, exclui os inativos e as pensionistas e, quando acontece algum acidente de trabalho, por exemplo, o bombeiro e o policial que esta na ativa perde momentaneamente essa gratificação. Então, é uma ilusão. Eles, em função dessa necessidade, hoje um soldado da PM está ganhando brutos R$ 1.185,00, quem entra hoje para o bombeiro, quem entra hoje para a PM é esse o salário, que é muito pouco, que dá R$ 950,00 líquidos, aproximadamente. Então, eles tem buscado as ruas por essa necessidade. Então, não é movimento partidário, não é um movimento religioso, apesar de a fé ser, realmente, uma característica presente em praticamente toda a totalidade das pessoas que compõem esse movimento, que eu acho positivo, mas o importante é que a gente não pode deixar de lado o foco dessa insatisfação, que é a questão salarial. Bem, portanto, eles já vinham a alguns meses tentando ser ouvidos, vinham sendo ignorados ou eram enrolados, no meu ponto de vista, porque chegavam numa mesa de negociação, entre aspas, e ouviam do secretário competente por essa negociação, também entre aspas, que o Estado já estava dando a, já tinha uma proposta na mesa, que era o pagamento de um reajuste em quarenta e oito vezes. Então a cada mês o soldo deles era reajustado em 0,915%, menos que um por cento ao mês. Isso gerou uma insatisfação. Eles, em 2014, chegariam a um salário bruto em torno de  R$ 1.750,00. Em 2014. Portanto, daqui a três anos. Isso foi motivando, foi em função dessa falta de habilidade tanto do comandante geral dos bombeiros, o exonerado, e esse secretário de planejamento que gerou uma insatisfação. Isso foi trazendo mais bombeiros e também policiais militares para esse engajamento. Começou a haver também uma grande participação de políticos de diversas linhas ideológicas. Por exemplo, nesse movimento, você percebe o deputado Jair Bolsonaro ao lado do deputado Chico Alencar. Você percebe o deputado Flávio Bolsonaro ao lado do deputado Marcelo Freixo. Porque a causa é realmente nobre. O que motiva é uma necessidade dos bombeiros e dos policias e não a questão partidária. Não é uma agressão ao governador, não é uma tentativa de tirar o governador do seu cargo, não é nada disso. Eles só estão pedindo dignidade. E a população mostrou que está ao lado dessas pessoas que sempre, no seu trabalho, no seu dia-a-dia, apoiaram a população, sempre salvaram vidas. Tem a função de todo esse quadro em função, de um lado, eu acho, a falta de habilidade do governo aliado a inércia do governo em dar uma resposta satisfatória, do outro lado essa necessidade, que começou realmente a faltar comida na mesa desses profissionais. Isso é só para ter um parâmetro. Hoje, se o salário líqüido de um soldado dos bombeiros é de R$ 950,00, o Estado está dando de aluguel social R$ 400,00 para as pessoas desabrigadas nas últimas enchetes, então você já vê a grande defasagem do salário desse profissional. Vamos imaginar que ele tenha que gastar R$ 400,00 de aluguel, sobrarão R$ 550,00 para eles se alimentarem, para eles darem um colégio decente para o seu filho, para eles se transportarem para o seus quartéis. Para eles arcarem com os seus custos diários, realmente não dá. Não dá. É impossível. Então, em função desse quadro, agora está caminhando, infelizmente, partiu para uma radicalização de ambos os lados. Se eles entraram na segunda casa deles, que é o quartel central dos bombeiros, numa forma de protesto, vocês vejam em que nível chegou o desespero dessas pessoas. Porque, para ir contra a um regulamento disciplinar que é rigoroso, eles sabendo que podem enfrentar sanções pesadas, inclusive prejudicando as suas carreiras e, ainda assim, eles se dispuseram a isso, é porque realmente havia necessidade. Então, agora, o papel da assembléia é construir um acordo, tanto na parte salarial, costurar aqui um calendário de reajustes que contemple essas necessidades dos policiais e dos bombeiros, e por outro lado, também construir, sim, uma anistia, porque profissionais como bombeiros e policiais não podem ser tratados, em hipótese alguma, como bandidos. Eles estavam lá como trabalhadores reivindicando salários e eu sou contra uma autoridade usar um regulamento para humilhar uma categoria. Era o que estava acontecendo. Então, os militares souberam distinguir o que era subordinação do que era submissão.  Eles não foram submissos. E agora, no momento em que tudo isso foi preciso acontecer para que eles fossem ouvidos, nós vemos pelo menos uma volta a normalidade, no dia-a-dia nos quartéis, desde que o governo continue sinalizando que quer sim, valorizar essa categoria, que está disposto a atender pelo menos em parte significativa o pleito desses profissionais.

 

frase bolsonaro

 

O Senhor acha que o que aconteceu dos 439 bombeiros serem presos, isso não divide a população pensando algo como: “mas os bombeiros são heróis…”? 

Bolsonaro: Eu acho que não divide não. Prova disso foi Copacabana, domingo. Que o jornal noticia que havia 27 mil pessoas quando a gente sabe que tinha aproximadamente cerca de 6 mil pessoas mais ou menos. Que quem estava em Copacabana pôde ver. Independente do número oficial que se vê, o que importa é que a população mostrou estar completamente do lado dos bombeiros. Tá, alguns até concordam, acham que exageraram em entrar, não digo nem invadir, porque eles não invadiram, eles entraram no quartel deles, eles entraram pra, como uma forma de de protesto, como uma necessidade, como desespero, realmente. Então alguns acham que exageraram nisso, mas todos concordam que foi preciso isso acontecer para que eles fossem ouvidos. Caso contrário, eles continuariam sendo enrolados. Porque até então a população estava no seguinte comportamento: “Não. A causa deles é justa, nós apoiamos, mas é um problema deles.” E a partir do momento em que eles viram o nível de dramaticidade com que vivem esses profissionais, a população percebeu isso, e identificou nessa entrada no quartel central, o símbolo desse desespero, eles não têm mais a quem recorrer, então quando a pessoa não tem mais nada a perder, toma esse tipo de atitude pra chamar atenção, “Olha! Nós estamos aqui. Nós precisamos de vocês, população”. E a população veio ao encontro, né, desse pleito justo dos bombeiros. Eu acho que hoje ela está, se não 100 por cento, quase que na sua integralidade a população tá ao lado dos bombeiros.

 

O governador Sérgio Cabral mencionou que o que aconteceu foi vandalismo e irresponsabilidade. O governador não está apoiando o que aconteceu…

Eu acho que foi uma declaração muito infeliz e irresponsável do governador, num momento em que havia uma tensão enorme entre esse movimento e o poder executivo, aí joga mais uma bomba em cima dos bombeiros. Eu acho que quem foi responsável foi o poder executivo, em levar essa então negociação num pulso forte sem dar nenhuma expectativa pros bombeiros de que eles teriam seus direitos atendidos. Então, a partir do momento que os bombeiros perceberam que eles estavam sendo enrolados e que o governo agiria de uma forma enérgica contra eles pra dissipar o movimento, eles tomaram essa iniciativa. Aí é demais! Dentro do processo criminal que vários deles vão responder vai ter que ser comprovada a parcela de culpa ou de responsabilidade de cada um naqueles danos provocados dentro do quartel central e muitos têm testemunhas de que não houve vandalismo ou destruição do quartel ou de viaturas por parte dos manifestantes. Quando eles entraram no quartel central, eles já se depararam com a situação, por exemplo, de um rancho destruído sem que ninguém tivesse entrado lá, e também há, acho que qualquer perícia isenta vai constatar que a atuação da polícia militar naquele momento também contribuiu pra que houvesse a destruição de várias viaturas, por exemplo, as marcas de tiros nas viaturas não foram de armas dos bombeiros, foram de armas dos policiais que estavam agindo naquele momento. Então, isso tudo, eu acredito que, no final, eles serão absolvidos. Você não tem como individualizar a responsabilidade de cada um, mas não tem nem como falar que foram eles porque as provas técnicas, que eu acho que apontam muito mais para uma ação de dano provocado por parte da polícia, muito mais por parte deles do que parte dos bombeiros.

 

O senhor está dizendo que a polícia está usando o que ela mesma fez contra os bombeiros?

Não é a polícia, né?! É a justiça que faz. Eles foram denunciados por duas coisas: o motim e o dano. Até uma terceira coisa que eles seriam acusados, eles perceberam que não tem maturidade nenhuma, que é a omissão de socorro, que não houve, de fato. Então, eles estão sendo acusados dessas duas coisas. O motim é algo que vai ter que ser discutido, mas é importante ressaltar que o desfecho disso tudo, inclusive na justiça, é político. Portanto, eu acho que o governo, reconhecendo que se excedeu, tem instrumentos legais para anistiá-los, e é isso o que vamos buscar aqui na Assembléia, a anistia, tanto administrativa quanto criminal desses profissionais.

 

Logo será publicada a continuação da entrevista com outros temas abordados, como o polêmico “Kit Gay”,  cotas e Monteiro Lobato. 


2016 Almar LTDA