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O Jornal Almar tem como objetivo levar o conhecimento da Realidade (que, por incrível que possa parecer, tanto não pode ser percebido pelos sentidos, quanto é ignorado por todas as instituições humanas) mas de forma leve, agradável, mesmo divertida. Através de textos atuais, personagens fictícios, discussão do que acontece no mundo das pessoas e todas as formas que forem possíveis e necessárias para levar a Realidade aos seres humanos, porque não podem mais continuar ignorantes dela.

“Gosto da noite. Por isso, quando chega a madrugada eu saio pelas ruas, curtindo a cidade adormecida e vazia. De vez em quanto um gato vadio foge de mim, um cão de guarda late… é um ótimo exercício de poder.
Faço isso há décadas. Nas madrugadas o risco de alguma coisa lhe acontecer era zero. Era.
Há algum tempo começaram os bondes.
No princípio eram comboios de traficantes levando drogas ou indo invadir uma outra favela..Isso não me interessava. Se há otários que comprem a morte em pó, o azar era deles.
Aí surgiram os bondes do mal.
Vagabundos que saem em alguns carros, para, como eles dizem, zoar. Estuprar uma mulher desavisada aqui, dar uma surra e tirar tudo de um trabalhador que saia de madrugada para ir pro trabalho ali, ou mesmo invadir alguma casa que se mostre indefesa… Por aí.
Então, um dia, eu fui o alvo.
Azar o deles.
Eu sempre sinto muito frio.
Por isso ando sempre com um grande sobretudo preto que vai a uns centímetros do chão.
Quando fui cameleiro  em Gobi, aprendi que, principalmente no calor, quanto mais vestido você esteja, mais confortável fica seu traje. Veja o mujahedins: sempre vestidos dos pés à cabeça, turbante enorme, mangas compridas e luvas, máscaras onde só aparecem os olhos e um buraco para o nariz – e, hoje, com óculos escuros. Por isso sobrevivem há milênios, enquanto no Brasil os 200.000 otários morrem de câncer de pele. Nasce um otário a cada segundo.
Como eu dizia, eu gosto de sair à noite, com bonde ou sem bonde. Não me interessa o que um bando de panacas decida fazer nunca vou deixar de sair com minha Lurdinha.
Há algumas noites, eu e Lurdinha íamos por uma rua deserta, num bairro qualquer. No meio do silêncio da rua deserta, ouço um ranger de freios, parecendo que o veículo fazia um cavalo de pau.
Eu nem precisei virar o rosto para ver que, de uma rua transversal, principal em relação à rua deserta em que eu estava, um carro desses grandes que se usa no campo, parara, cheio de marginais, portando AR15, AK, e outras coisinhas lindas, parara e arrancara em minha direção. E atiraram.
O grande erro deles foi que Lurdinha é muito ciumenta. E, embora seja linda, ela não admite desaforos.
Sem que eu sequer percebesse, ela saiu de baixo de meu sobretudo já atirando. Ela é uma arma especial. Um armeiro armênio a criou para mim, que sou um homem forte, muito forte. Sou capaz de fazer chorar um homem forte como o ator que fez o vingador do futuro e o monstro verde não me faz medo. por isso Lurdinha tem um coice que derruba rinocerontes – imagine o estrago que ela faz ao atingir um corpo humano. E o Armed, o armeiro armênio, que me fez a arma me fez o favor de inventar um tipo de munição melhor que as famosas balas dum-dum. Ele fez a bala dum-BUUUM!
É bom porque essa bala economiza tempo. Uma só pode destruir um carro de combate médio, blindado.
Vocês já viram a bobagem que os imbecis fizeram ao atirar em mim.
Porque Lurdinha não perdoou. Ela mirou-se para a viatura  e disparou. Um só tiro.
Ela não devia ter feito isso.
A super-bala alcançou o carro enorme bem no meio e ele explodiu como se fosse de papelão, transformando-se numa poeira de metal, plástico e carne  humana que se esvaiu pelo espaço, como uma nuvem levada pelos ventos da madrugada.
Essa a vantagem de Lurdinha: ela é limpa.
A explosão é tão perfeita que as partículas tão finas sobem e se espalham num raio enorme, sem deixar nenhum vestígio onde alcance o alvo.
Eu olhei o lugar onde estava o carro com os moleques e só havia uma mancha de óleo diesel queimando – pouco – e nada mais.
Ninguém imaginaria que em há alguns segundos houvesse um carro grande cheio de gente ali.
As pessoas pelos prédios, apavoradas, olhavam pelas frestas das janelas sem entender o que acontecera.
Provavelmente chamavam a polícia que, possivelmente, chegariam em algum tempo – hoje em dia, provavelmente em MUITO TEMPO.
Fechei meu sobretudo e fui embora pela rua, continuando meu pacífico passeio pela noite.
Afinal, eu mereço.
Sou apenas um cidadão honesto e pacífico, passeando pelas ruas de minha cidade.”

 

Este conto foi publicado originalmente em www.jornalalmar.com


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