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Entrevista com o autor – Bruno Garschagen

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O Jornal Almar tem como objetivo levar o conhecimento da Realidade (que, por incrível que possa parecer, tanto não pode ser percebido pelos sentidos, quanto é ignorado por todas as instituições humanas) mas de forma leve, agradável, mesmo divertida. Através de textos atuais, personagens fictícios, discussão do que acontece no mundo das pessoas e todas as formas que forem possíveis e necessárias para levar a Realidade aos seres humanos, porque não podem mais continuar ignorantes dela.

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Bruno Garschagen (Foto: Divulgação)

Há menos de um ano, o editor de não-ficção e literatura brasileira Carlos Andrezza anunciou o novo nome contratado pela Record, Bruno Garschagen.

Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford (visiting student), escritor, tradutor, professor de Teoria Política, podcaster e autor do recém-lançado livro “Pare de Acreditar no Governo – Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado”. Mesmo antes do lançamento ele está, há duas semanas, entre os mais vendidos, e enquanto está sendo publicada esta matéria é o lider de vendas na gigante das livrarias online.  “Pare de Acreditar no Governo” um feito que promete, sem falsa expectativa, tornar-se um best seller.

 

Bruno,”Pare de acreditar no governo” já está, antes do lançamento, na lista dos mais vendidos em grandes livrarias online, o tema é pertinente, mas qual foi a sua motivação inicial para escrever uma obra de título tão polêmico, conteúdo tão completo e a que você atribui este sucesso?

 

Em 2007, quando comecei o mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, era inevitável comparar a teoria política e as práticas bem-sucedidas em outros países com o que acontecia aqui. Mas o Brasil ainda não era o meu objeto de estudos. Mas quanto mais eu conhecia a cultura de Portugal e acompanhava a política portuguesa mais eu verificava aqueles laços profundos que ainda unem os dois países em relação à certa cultura política patrimonialista e intervencionista.

Quando retornei ao Brasil em 2010, após terminar a investigação do mestrado na Universidade de Oxford como visiting student, passei a prestar mais atenção à política desenvolvida aqui no país e as suas consequências negativas na vida da sociedade. E ao procurar as raízes históricas da nossa política tive acesso a uma bibliografia inicial fabulosa e descobri uma elite política do Império sem rival nos períodos históricos posteriores, mas também todos os elementos que pavimentaram o caminho estatista que temos hoje.

E quanto mais eu aprendia com o passado e estudava os problemas no presente mais ficava evidente o nosso monumental paradoxo político, que, por sugestão do amigo Martim Vasques da Cunha, outro autor da Editora Record, tenho chamado de Paradoxo de Garschagen. É exatamente isso o que está exposto no subtítulo e que eu pretendo explicar no livro: por qual razão não confiamos nos políticos e ao mesmo tempo amamos o Estado, representado pelo governo.

Coloquei essa ideia no papel e, em 2013, durante uma conversa com o editor Carlos Andreazza, da Editora Record, ele me perguntou se eu não pretendia escrever um livro para o leitor geral, não um livro acadêmico, que pudesse ser lido com interesse por todo tipo de leitor interessado no assunto. Na hora, não titubeei e apresentei o título do livro, que eu já tinha definido e que resumia o projeto. O Andreazza gostou da ideia, apoiou, junto com a sua equipe na Record, a elaboração do livro e cá estamos nas listas dos mais vendidos nos sites das principais livrarias (neste momento em que respondo a entrevista).

Acho que o interesse das pessoas pelo livro ocorre porque o título evidencia de maneira clara e objetiva um aspecto fundamental da nossa cultura e mentalidade política que está sendo apresentado num momento de transição do país e de uma crise política e econômica singular. Uma parcela numerosa da sociedade brasileira quer entender o que está acontecendo atualmente e como chegamos a esse estado de coisas. O livro está sendo lançado num momento extremamente propício.

 

A obra tem um tom bem humorado sempre, isso mostra a sua forma de pensar a política ou é mais estratégico, você queria dar este tom para que o livro não chegasse com ar sisudo e alcançasse diversos públicos?

 

A preocupação com o texto foi parte fundamental do processo de elaboração do livro, que pode ser lido por qualquer leitor interessado na nossa história política, independentemente da formação ou grau de conhecimento.

A minha ideia era elaborar um livro que tivesse uma bibliografia rica e adequada, incluindo trabalhos acadêmicos (artigos, dissertação de mestrado, tese de doutorado), que tratasse o assunto de forma rigorosa e que contasse com um texto informativo, objetivo, atraente, claro, conciso e bem humorado, aliando o humor português (Camilo Castelo Branco, Eça de Queiros, Miguel Esteves Cardoso, João Pereira Coutinho, Nuno Costa Santos), o humor brasileiro (Gregório de Matos, Martins Pena, Machado de Assis, Lima Barreto, Nelson Rodrigues, Millôr Fernandes, Paulo Francis) e o humor inglês (Samuel Johnson, Jonathan Swift, Winston Churchill, P. G. Wodehouse, Cyril Connolly, Evelyn Waugh, Auberon Waugh, Craig Brown).

Fiquei muito orgulhoso com o resultado.

 

Você concorda que a insegurança e os serviços públicos como se encontram fomentam um possível reaparecimento do conservadorismo no Brasil? Ser conservador é tendência para as próximas estações?

 

Esses dois problemas potencializam uma insatisfação já existente, mas que antes carecia de explicação e de ideias que representassem efetivamente uma alternativa às ideologias que se desenvolveram e ganharam força e poder político a partir do golpe militar de 1889, que instaurou uma malfada república presidencialista com a pretensão de destruir, à maneira dos revolucionários franceses, todo o capital de experiência social e político construído, especialmente, a partir da chegada de D. João VI ao Brasil.

Os republicanos revolucionários, que eram chamados adequadamente de jacobinos, quiseram refundar o Brasil e iniciaram um processo de eliminação de tudo o que representava a monarquia, o que passava por extinguir os símbolos e a imaginação moral que havia, sendo que um dos instrumentos utilizados foi ridicularizar o imperador, a família Real e a própria ideia da monarquia parlamentar e constitucional que funcionava no país, com suas virtudes e vicissitudes.

Hoje é o PT que quer destruir qualquer herança política que não tenha sido aquela construída pelo próprio partido. No livro eu mostro como o socialismo do PT é o resultado do desenvolvimento e das vitórias de ideologias autoritárias e intervencionistas, desde o patrimonialismo português passando pelo positivismo até chegar ao marxismo.

Creio que esse reaparecimento que você menciona acontece porque muitos brasileiros estão em busca de novas ideias e hoje é fácil encontrar intelectuais e livros conservadores no mercado, seja em tradução, seja por brasileiros que começam a publicar, seja por um autor português como João Pereira Coutinho, autor do excelente “Ideias Conservadoras”. Essas ideias, que contrastam com as que hoje orientam o debate, são muito mais poderosas, sofisticadas, profundas e claras e oferecem uma perspectiva humana a respeito das relações sociais, políticas e econômicas sem pretender modificar o homem e a comunidade ou enquadrá-los à força num projeto de poder que só beneficia as elites do partido.

Melhor do que se constituir como uma tendência é que seja elaborado um pensamento conservador brasileiro fundamentado no conservadorismo que tivemos durante a Monarquia, com pensadores do quilate do Visconde Cairu, que traduziu para o português excertos da obra Edmund Burke no início do século 19, e atualizado com as ideias conservadoras de países que as aprimoraram, como a Inglaterra. O próprio Cairu fora muito influenciado, como eu sou, pelo conservadorismo britânico. Mas a construção de um pensamento conservador genuinamente brasileiro exige mais do que ser meramente influenciado por um conservadorismo estrangeiro.

 

Pare de acreditar no governo será publicado também fora do Brasil? Quais as expectativas para o livro nos próximos meses?

 

Eu quero muito que isso aconteça, a começar pela publicação do livro em Portugal. Espero sinceramente que essa ideia avance e seja bem-sucedida.

A minha expectativa é, claro, a melhor possível porque o interesse dos leitores, traduzido em vendas expressivas, mostrará que é crescente o público interessado em descobrir as nossas origens políticas e permitirá que a minha modesta colaboração nesse debate seja cada vez mais ampla.

Para além da narrativa e análise política, o meu livro é um chamado ao nosso sentido de dever e de responsabilidade para construirmos o nosso presente a partir do aprendizado do passado. Um dos aspectos da obra é discordar dessa visão fatalista a respeito da política e dos brasileiros, posição muito confortável porque nos exime de trabalhar para modificar o que está errado. Temos o dever de melhorar aquilo que está ao nosso alcance e de influenciar positivamente quem está ao nosso redor. Temos, de fato, uma imensa responsabilidade que começa por pararmos de acreditar no governo e de amar o Estado.

 

O livro será lançado no Rio de Janeiro, dia 25 de maio, na Livraria Cultura do Fashion Mall,  dia 27 de maio, na Cultura da AvenidaPaulista, em São Paulo e no dia 03 de junho na Saraiva do Shopping Vitória no Espírito Santo.


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